Críticas
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A Chave é o novíssimo título de Rui Herbon. Em epígrafe, versos do poema “Xadrez” de Jorge Luis Borges – «Deus move o jogador que move a peça. / Que deus atrás de Deus o ardil começa / de pó e tempo e sonho e agonias?» – fazem-nos prever a influência borgiana e lobrigar a urdidura do conto com as declinações do jogo que é a vida.
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Nesta compilação, Virginia nos dá uma aula de produção literária e o livro acaba funcionando desta forma: como um laboratório, uma inesperada oficina da palavra à distância. As primeiras frases de cada conto são, por si próprias, diamantes em particular; construções muito cativantes que em vários momentos já nos colocam em outro ponto de vista sobre algo de que nem uma primeira vista tivemos.
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Em Janeiro de 1945, Estaline (1878-1953) juntou os alemães residentes na Roménia, entre os 17 e os 45 anos, e deportou-os para os campos soviéticos. Tudo o que eu tenho trago comigo (2009) relata as vivências de um jovem proveniente da minoria alemã da Transilvânia num desses campos, durante os cinco anos que vão de 1945 a 1950.
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O Livro dos Prazeres Inúteis funciona como uma espécie de guia para nos auxiliar a recordar todas as pequenas coisas que estão ao nosso alcance para escapar à tirania do stress dos nossos dias. É um pequeno manifesto hedonista que, como não poderia deixar de ser, sublinha o valor da rebeldia e da transgressão.
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Independentemente de partidarismos, ortodoxias ou posicionamentos ideológicos, parece inegável a importância da Revolução Russa para a História enquanto estudo, bem como para a compreensão de, ainda, muito do que forma a actualidade e ajuda a explicar tantos dos seus sinais – «um tempo e um lugar onde foi possível acreditar na materialização de uma das mais antigas intenções humanas: o advento de uma época afortunada».
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O homem é «um equilíbrio difícil em dois pés precários», escreveu Vergílio Ferreira, ele que soube como ninguém retratar a tensão insuperável do homem consigo mesmo. Neste trilho ôntico, chega-nos o não se brinca com facas, recente título de José António Barreiros, com a palavra a erigir a vida ao abordar a fragilidade da existência, a solidão, a incompreensão e a interrogação da identidade a acordar a consciência do fracasso.

